RCC Tocantins
15/04/2019 - 09h20m

Meio seguro para a eficácia do nosso apostolado

 

Amados irmãos e irmãs, estamos vivendo um tempo de graça, o ano jubilar, que, como explicou Vinícius Simões no Congresso online do MP, “significa o fim de um ciclo e a inauguração de um novo tempo. Ao mesmo tempo que fazemos memória dos feitos do Senhor nestes 50 anos, projetamos o futuro com um ardor renovado. É tempo de renovar o compromisso com o Senhor, tempo de revisão de vida, tempo de um amor renovado”. Para tal fim, é necessário muito empenho, dedicação, muito trabalho, doação de vida, maturidade espiritual, visão ampliada da vontade de Deus, e sobretudo, obediência à voz de Deus.

 “Se vocês me obedecerem, se obedecerem a inspiração do meu Espírito, vocês ainda verão infinitamente mais do que possam pedir ou imaginar” (Trecho da Palavra profética à Patti Mansfield, na vigília de Pentecostes, no jubileu de ouro, em Roma).

“Obedecer significa submeter-se livremente à palavra ouvida, visto que a sua verdade é garantida por Deus” (CIC. 144). Quer dizer que  depende de nós, do nosso livre arbítrio, da nossa adesão e entrega ao projeto de Deus. Precisamos ter a coragem de assumir a Sua vontade, obedecendo-O, mas sabemos das dificuldades que se impõem no acolhimento da direção divina: “uma é a fé imperfeita que nos impede de ter intimidade com Jesus, a outra é gerada por uma cultura que rejeita qualquer interferência nas liberdades individuais” (apostila 1 MB: Identidade da RCC, pag.61). Qual o remédio para isto? Maturidade na fé, proporcionada por uma boa formação.

Em toda a história da Salvação, Deus sempre escolheu homens ou mulheres para falar ao seu povo, como Moisés, os profetas, os apóstolos, dentre outros. No nosso tempo não é diferente, o Senhor utiliza da sua mesma metodologia, escolhendo, por exemplo, os sucessores dos apóstolos, os Bispos, nos falando e direcionando através do santo magistério, elegendo homens e mulheres para conduzir as pastorais e movimentos, como é o caso da RCC, esta “Corrente de Graça”.  

Na RCC Deus sempre se manifestou por meio de profecias, visualizações, confirmações bíblicas, que se enquadram como revelações privadas, pois “não têm a função de ‘melhorar’ ou ‘completar’ a Revelação definitiva de Cristo, mas nos ajuda a viver dela com mais plenitude” (CIC.67). Como direcionamento do Senhor então surgiram uma série de ações planejadas que foram denominadas de Ofensiva Nacional, em que o Senhor exortava a ‘reconstruí a Sua casa’, pois semeais muito e recolheis pouco (cf. Ag.1,6-8), tendo como discernimento” a busca da unidade nacional através da formação” (apostila 1 MB: Identidade da RCC, pag. 64).

Em 2010 (18 anos do início da Ofensiva Nacional), o Senhor aperfeiçoou o Planejamento Estratégico que se desdobrou para a vitalidade e o bem da ‘Corrente de Graça’ e de sua missão no mundo, sendo que um dos seus pilares é a formação.

Durante todo esse tempo o Senhor tem nos alertado a respeito da formação, claro que antes ela não estava bem definida, mas, como vimos, foi se aperfeiçoando, como continua a si aperfeiçoar, tendo hoje um processo bem estabelecido, seguindo as duas etapas de evangelização ensinadas pela Igreja: a fase Querigmática, seguida da fase Catequética. A primeira é o momento onde se tem um encontro pessoal com Jesus, sendo impactado pelo amor de Deus, trabalhando a área emocional; a segunda é o momento de crescimento e plenitude da vida cristã, onde é trabalhado a área racional, sendo que as duas devem ser ministradas no poder do Espírito Santo, pois “nunca será possível haver evangelização sem a ação do Espírito Santo” (Evangelii Nuntiandi, 75). Quando não há compreensão deste processo, corremos o risco de ficarmos apenas na primeira etapa, realizando encontros e mais encontros somente querigmáticos, não dando continuidade a evangelização, podendo gerar um povo descomprometido, sem disciplina, com busca exagerada de ‘experiências místicas’, criando uma prática fundamentalista ou iluminista, vivendo da superficialidade e satisfação própria, vivendo de encontros e encontros sem comprometimento. Quantos irmãos ficaram pelo caminho, não sedimentaram ou não enraizaram na fé, abandonaram a fé ou voltaram para a vida velha?! Como diz o Papa Francisco: “É impossível uma pessoa crescer, se não possui raízes fortes que a ajudem a está firme de pé e agarrada à terra. É fácil extraviar-se, quando não temos onde agarrar-nos, onde firmar-nos”(Christus Vivit, 179). Quando não se tem uma compreensão clara do objetivo da formação ou quando há conceitos equivocados a respeito dela, não conseguiremos formar discípulos de nosso Senhor Jesus, que aliás é a nossa missão: ”Evangelizar com renovado ardor missionário, a partir da experiência do Batismo no Espírito Santo, para fazer discípulos de nosso Senhor Jesus Cristo” (Planejamento Estratégico - direcionamento para a RCCBRASIL). .

“A formação retira o cristão da exterioridade, da superficialidade e o conduz a interioridade, a uma maior intimidade, experiência de Deus, capacitando-o a responder com fé ao chamado que Deus lhe faz e levando-o a se comprometer mais profundamente, a partir de uma experiência que transforme o interior e o exterior do cristão” (Apostila de formação de formadores – vol.1 - pag.33). Isto leva uma clara compreensão do discipulado, que significa ‘aquele que aprende’, e do apostolado, ‘aquele que é enviado’, tendo bons resultados na missão.

O Papa Francisco fala que na boca do catequista/formador deve sempre ressoar o primeiro anúncio (Evangelii Gaudium, 164); ele reforça isso na sua última exortação apostólica, direcionada aos jovens: “toda formação cristã é, primariamente, o aprofundamento do querigma que se vai, cada vez e melhor, fazendo carne... Nunca se deve substituir a experiência feliz de encontro com o Senhor por uma espécie de doutrinação ” (Christus Vivit, 214).

“O objetivo da formação da RCC é então levar os seus participantes a caminhar na vida segundo o Espírito Santo, no seguimento de Jesus Cristo, e a tomar consciência de sua missão, na Igreja e no mundo, vivendo-a carismáticamente”. (apostila de formação de formadores).

Irmãos e irmãs, neste ano jubilar avancemos para águas mais profundas (Lc.5,1-11), inauguremos um novo tempo! O anseio do Ministério de Formação é implantar as Escolas Permanentes de Formação em todo o Estado.  Em novembro do ano passado, estivemos reunidos em Paraiso-TO (núcleos diocesanos, prelatício, arquidiocesano do MF), onde o Senhor nos exortava mais uma vez a avançar, a criar “focos de formação” em todo o Estado (abrangendo  algumas cidades de Goiás), através da formação de formadores, que é o meio  para multiplicar o número de formadores preparados e assim o processo de formação da RCC chegar em todos os grupos de oração. A eficácia do nosso apostolado depende de nós! Procure o coordenador do Ministério de Formação da sua diocese, prelazia ou arquidiocese e se informe melhor.  Dê o primeiro passo!

É tempo jubilar, tempo de aprendermos com os erros do passado, tempo de avaliação da caminhada, tempo de amadurecimento, tempo de inaugurarmos o novo tempo, e acima de tudo, tempo de obedecermos a vontade de Deus! Sejamos apóstolos eficazes do genuíno Batismo no Espírito Santo!!!

Que o Santo Espírito nos capacite, nos oriente, nos dê a compreensão da Sua vontade e que a Virgem Maria, nossa mãe, interceda por nós!!!

Nelson Rodrigues Soares

Grupo de Oração Nova Jerusalém

Paróquia de São João Batista – Porto Nacional-TO 

Coordenador Estadual do Ministério de Formação.

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