RCC Tocantins
28/04/2007 - 20h16m

Beatificação, em Roma, de 498 mártires da perseguição religiosa espanhola

 
MADRI, sexta-feira, 27 de abril de 2007 (ZENIT.org).- Em breve serão beatificados em Roma 498 fiéis dos milhares que deram sua vida por amor a Jesus Cristo na Espanha durante a perseguição religiosa dos anos trinta -- período histórico da guerra civil -- do século XX.

O anúncio se expressa em uma Mensagem que, com o título «Vós sois a luz do mundo» (Mt 5, 14)», o episcopado espanhol aprovou e publicou nesta sexta-feira, ao término da celebração, em Madri, de sua LXXXIX Assembléia Plenária.

Como explicam os prelados espanhóis no documento, a próxima beatificação «contribuirá para que não se esqueça do grande sinal de esperança que constitui o testemunho dos mártires».

«Dos séculos XX na Espanha, 479 foram beatificados em onze cerimônias a partir de 1987, e 11 deles são já santos», recordam.

Estes 498 mártires deram sua vida, em diversos lugares da Espanha, em 1934, 1936 e 1937.

São os bispos de Cuenca e de Cidade Real, vários sacerdotes seculares, numerosos religiosos e religiosas, seminaristas e leigos, jovens, casados, homens e mulheres.

Quase quinhentos reunidos em uma única celebração e, como nas anteriores ocasiões, «cada caso foi estudado por si mesmo com todo cuidado ao longo dos anos», declaram os bispos espanhóis.

Consideram que esta próxima beatificação representa «uma hora de graça para a Igreja que peregrina na Espanha e para toda a sociedade», como «novo estímulo para a renovação da vida cristã» especialmente «nestes momentos nos quais, ao mesmo tempo em que se difunde a mentalidade laicista, a reconciliação parece ameaçada em nossa sociedade».

«Os mártires estão acima das trágicas circunstâncias que os levaram à morte -- afirmam. Com sua beatificação se trata, antes de tudo, de glorificar a Deus pela fé que vence o mundo.»

Todos têm em comum que «foram homens e mulheres de fé e oração, particularmente centrados na Eucaristia e na devoção a Nossa Senhora»; «eram apóstolos e foram valentes quando tiveram de confessar sua condição de crentes; disponíveis para confortar e sustentar seus companheiros de prisão; rejeitaram as propostas que significavam desvalorizar ou renunciar à sua identidade cristã».

Igualmente, os próximos beatos «foram fortes quando eram maltratados e torturados -- recorda o episcopado espanhol: perdoaram seus verdugos e rezaram por eles; na hora do sacrifício, mostraram serenidade e profunda paz, louvaram a Deus e proclamaram a Cristo como o único Senhor».

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